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Tópico: Eutanásia - O Direito à dignidade na morte...

  1. #81

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    Vejam o filme "me before you" com os dois actores em grande personagem que transmitem para o publico o amor e enquanto o amor á vida é impontante ou não!!!!
    Sim, magnífico.
    “Lembrem-se de olhar para cima, para as estrelas e não para baixo, para os pés” Stephen Hawking, 1942-2018

  2. #82
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    ONCOLOGISTA ALERTA QUE DEBATE DA EUTANÁSIA NÃO PODE SER TRANSFORMADO NUMA QUESTÃO RELIGIOSA


    Os médicos favoráveis à despenalização da eutanásia não devem ser estigmatizados, alerta o oncologista Jorge Espírito Santo, que avisa que o debate em torno da morte medicamente assistida não pode ser transformado numa questão religiosa.

    “O pior que pode acontecer é quem entende que o doente tem direito a escolher, e se disponibiliza para o apoiar nessa escolha, ser transformado numa espécie de assassino sem escrúpulos e sem emoção”, afirmou Jorge Espírito Santo, médico que tem assumido a sua posição a favor da despenalização da morte assistida.

    O clínico é perentório ao afirmar que “rejeita em absoluto” esses rótulos, sublinhando que são ainda piores quando são veiculados por médicos.
    Jorge Espírito Santo participa hoje, no Porto, num debate sobre “Decisões sobre o fim de vida”, que é promovido pela Ordem dos Médicos.
    O médico argumenta que a defesa da despenalização da eutanásia não vai contra a deontologia médica nem contra o juramento de Hipócrates.


    “O nosso juramento não é uma tabela de lei, é um modelo de comportamento. Um modelo que tem espinhas dorsais e um ADN que não muda: pôr o interesse do doente em primeiro lugar. O interesse do meu doente é a minha primeira preocupação”, refere.
    Em entrevista à agência Lusa, recorda que já foi abandonado o “modelo paternalista da prática médica” e insiste que ao colocar o interesse do doente em primeiro lugar nunca se estará a infringir o juramento médico.
    “Percebo que haja médicos com interpretação diferente da minha. Ninguém pode é ser estigmatizado pela sua interpretação do código de comportamento. No essencial, no que é a determinante e a espinha dorsal da profissão, estamos todos de acordo: o médico tem de pôr o interesse do seu doente como primeiríssima das suas preocupações”, afirma.
    Para o oncologista há outra questão essencial neste debate sobre a eutanásia que deve ser esclarecida: não estamos perante uma questão religiosa.
    Trata-se, antes, de uma questão “de cidadania e de liberdade de escolha”.
    “Quem acha que a sua doutrina o inibe de fazer essa escolha, não a fará. Não tem é a de impor. Vivemos num estado laico e de direito. Este é o nosso contexto e a questão não é e não pode ser religiosa”, argumenta.
    Aliás, para o oncologista a defesa da despenalização da eutanásia existe precisamente porque as pessoas têm o direito de escolher: “Não é justo condenar alguém apenas pelas nossas convicções, a tolerar uma situação que para a própria pessoa não é tolerável. O que defendo é que haja direito de escolha”.
    Jorge Espírito Santo lembra que a eutanásia não está prevista nem existirá apenas para o doente oncológico terminal, sendo abrangidas outras situações em que exista “sofrimento intolerável e irreversibilidade da situação clínica”.
    Sobre o debate muitas vezes imposto “eutanásia versus cuidados paliativos”, o médico lembra que são situações que de forma alguma se excluem e que não pode ser confundida a necessidade de cuidados paliativos com a possibilidade de se optar por uma antecipação da morte.
    “Todas as situações devem ter acesso a cuidados paliativos que, por definição, são os que aliviam sintomas e melhoram o bem-estar. Mas os cuidados paliativos têm o seu âmbito de ação e nem todas as situações podem ser manejadas a contento dos doentes com os cuidados paliativos”, defende.
    O oncologista nota até que “dos 10 países em que a qualidade da morte é melhor, com efetivo acesso a cuidados paliativos, em cinco foi despenalizada a morte medicamente assistida”.
    Espírito Santo assume que, “tal como quase todos os oncologistas”, conhece doentes que já manifestaram vontade de antecipar a sua morte.
    Aliás, o médico refere que a sua posição sobre a morte assistida é muito fruto da sua experiência profissional e do contacto que foi tendo com situações “muito complicadas e que implicaram muito sofrimento”.
    “Alguns doentes, mas muito poucos, foram capazes de verbalizar o pedido, que obviamente não pôde ter sequência”, indicou.
    Apesar de reconhecer que o ato da eutanásia em si não é um ato médico, o especialista refere que “tudo o que está à sua volta é um ato médico”, todo o trabalho de avaliação do pedido, de acompanhamento, de preparação e até da escolha do método a utilizar para abreviar a morte.
    Jorge Espírito Santo reconhece que “os médicos estão treinados para curar” e que muitas vezes encaram a morte “como uma derrota”, mas rejeita que só uma “pequena minoria” de clínicos seja favorável à despenalização da morte assistida
    A este propósito, recordou um inquérito feito em Portugal a oncologistas em que quase 40% dos que responderam “manifestaram abertura” em relação à eutanásia.
    O médico sublinha que o cunho tão penalizador da eutanásia está ainda muito ligado a experiências feitas por médicos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Contudo, lembra que mesmo etimologicamente a eutanásia significa “boa morte”.
    “O que se pretende é exatamente isso. É que, na sua escolha final, cada pessoa tenha o direito de partir o mais tranquila e confortavelmente que seja possível”, concluiu.

    In: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noti...stao-religiosa
    Pouco Santa e H-Kente gostam disto.


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  3. #83
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    “SNS não pode executar morte”, alerta Assunção Cristas sobre prática da eutanásia


    Líder do CDS-PP defende que o Serviço Nacional de Saúde não deve "passar a ter uma nova prestação que já não é tratar, já não é tirar a dor, é antecipar a morte, é executar morte". E deixa um alerta: "Na eutanásia sabe-se como começa, não se sabe como acaba".



    No encerramento das jornadas parlamentares do CDS-PP, hoje, em Viana do Castelo, Assunção Cristas considerou inadmissível que a eutanásia venha a ser praticada no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para a líder do CDS-PP, o SNS serve para “desenvolver e acarinhar”, de forma a “tratar as pessoas e dar qualidade de vida até ao fim dos seus dias”. Como tal, Cristas rejeita a possibilidade de o SNS “passar a ter uma nova prestação que já não é tratar, já não é tirar a dor, é antecipar a morte, é executar morte”.
    “Isso nós não aceitamos, nem achamos admissível”, defendeu Cristas. Segundo a RTP, a presidente do CDS-PP dedicou o seu discurso a matérias do setor da Saúde, considerando que se trata de uma das áreas “mais críticas” da governação. “Olhando para trás, comparando momentos, hoje sem ‘troika’, sem crise, estamos bem pior nesse domínio do que estávamos há cinco anos atrás e isso não é aceitável”, argumentou.
    “Numa sociedade que tem tanto para trabalhar, tanto para acolher, acarinhar, uma população que precisa de um SNS com condições, com cuidados paliativos, não aceitamos que o foco de repente se vire para outro lado”, declarou, referindo-se à eutanásia. Recorde-se que o Parlamento vai discutir e votar na generalidade, no dia 29 de maio, quatro projectos de despenalização e regulação da morte medicamente assistida, propostas pelo PAN, BE, PS e PEV.

    In:“SNS não pode executar morte”, alerta Assunção Cristas sobre prática da eutanásia – O Jornal Económico
    sacp gosta disto.


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  4. #84
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    Respostas Rápidas: Portugal vai ter uma lei da eutanásia?


    Os partidos votam na segunda-feira a eventual despenalização da prática da eutanásia. Para os especialistas, a questão é, em termos políticos, semelhante ao aborto: de recusa em recusa, até à aceitação final.

    A lei da eutanásia vai ser aprovada?
    Ninguém sabe. É que PCP, PSD e CDS já disseram que estão contra e a soma dos seus deputados é de 122, ou seja, mais 6 do que a maioria absoluta. A questão é que o PSD deu liberdade de voto, sendo por isso de antever que nem todos estejam alinhados no mesmo sentido.
    O que diz o PSD sobre o assunto?
    Fernando Negrão, líder da bancada do partido, disse que o assunto foi amplamente debatido num encontro entre todos os deputados – onde foram esgrimidos argumentos contra e a favor da eutanásia em termos médicos, legais, éticos e outros. Negrão afirmou publicamente que a maioria dos deputados do PSD é contra a autorização da eutanásia, mas não esclareceu quantos são os que a apoiam. Rui Rio, já se manifestou publicamente a favor da despenalização. A incógnita mantém-se, por isso, até segunda-feira, dia da votação dos projetos – até porque haverá pelo menos dois deputados do PS que não são a favor da despenalização da eutanásia.
    Quantos projetos há?
    Quatro: do PS, do Bloco de Esquerda, dos Verdes e do PAN.
    Que países já despenalizaram a eutanásia?
    O primeiro a consagrar a eutanásia foi a Holanda, há 15 anos e sob restrições: é preciso que se trate de alguém com uma doença incurável, que o paciente seja vítima de dores insuportáveis e sem qualquer perspetiva de melhorar e que decida morrer em pleno controlo das suas capacidades mentais. Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Colômbia, Canadá, Estados Unidos (em alguns Estados) e Suíça, pelo menos.
    Estrangeiros podem recorrer à eutanásia noutros países?
    Sim. Por exemplo, a associação Dignitas promove mortes assistidas num apartamento em Zurique e já conta com mais de dois mil associados, muitos deles estrangeiros. Os interessados precisam de enviar à organização documentos médicos comprovando o diagnóstico de doença incurável ou que provoque incapacitação física grave e permanente.
    Já houve casos mediáticos?
    São sempre. O último envolveu David Goodall, cientista australiano de 104 anos, que este mês viajou para a Suíça para usufruir daquilo que considerava ser um direito seu. Fê-lo ao som do Hino à Alegria, da 9.ª sinfonia de Beethoven.

    In: Respostas Rápidas: Portugal vai ter uma lei da eutanásia? – O Jornal Económico

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    Por outro lado

    CENTENAS DE PESSOAS PEDEM A DEPUTADOS QUE REJEITEM A DESPENALIZAÇÃO DA EUTANÁSIA


    Algumas centenas de pessoas concentraram-se hoje junto à Assembleia da República para pedir aos deputados que rejeitem a despenalização da eutanásia em Portugal.




    A concentração foi promovida pelo movimento de cidadãos Stop Eutanásia, que tem promovido várias iniciativas contra a despenalização.
    Em declarações à agência Lusa, Sofia Guedes, representante deste movimento, disse estar fortemente convicta de que "a larga maioria dos portugueses é contra a eutanásia". Sofia Guedes lembra os deputados que a "sua consciência" representa "boa parte do povo português".


    Sofia Guedes referiu ainda que se baseia “numa sondagem a nível nacional que mostra que 93% dos portugueses não querem a eutanásia”.
    Hoje de manhã elementos do movimento STOP Eutanásia estiveram reunidos com o grupo parlamentar do PSD.
    Sofia Guedes sublinha que este foi o partido mais votado nas últimas eleições legislativas e considera que, por isso, tem a responsabilidade de fazer respeitar o desejo dos portugueses.


    “Vida sim, eutanásia não” e “exigimos cuidados paliativos para todos” são algumas das principais mensagens gritadas e escritas em cartazes pelos manifestantes, concentrados à porta do parlamento que, no dia 29, debaterá quatro projetos sobre a despenalização da morte medicamente assistida.






    Além de cartazes e de mensagens que apelam à extensão dos cuidados paliativos, esporadicamente ouviram-se na manifestação pessoas a gritar “Assassinos”.
    Deputados do PSD e do CDS estiveram na concentração junto ao parlamento, como Ricardo Batista Leite ou Assunção Cristas, bem como antigos deputados centristas, como Manuel Monteiro e Ribeiro e Castro.
    Em declarações à Lusa, Ribeiro e Castro manifestou a esperança que “os deputados sejam fiéis à Constituição, que diz que a vida humana é inviolável.
    “Espero que no momento de votarem, mesmo os que tenham dúvidas, respeitem um princípio tão bonito e extraordinário da nossa Constituição”.
    O PAN foi o primeiro partido a apresentar um projecto, ainda em 2017, seguido pelo BE, pelo PS e o Partido Ecologista "Os Verdes".

    In: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noti...o-da-eutanasia
    Última edição de Hades : 29-05-2018 às 16:15


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  5. #85
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    Bacelar de Vasconcelos: “Qualquer que seja o resultado da votação, a eutanásia continuará a ser um crime previsto e punido”


    "Não queremos que o Estado se substitua à consciência de ninguém", assegura o deputado Pedro Bacelar de Vasconcelos, um dos subscritores do projecto de lei do PS que visa assegurar a despenalização da morte assistida. "O único sentido da vida humana é apenas aquele que cada um de nós, em consciência, lhe quiser atribuir", concluiu, depois de citar Fernando Pessoa.



    “A eutanásia é um crime e qualquer que seja o resultado da votação que vamos aqui realizar esta tarde – e da votação final que venha a ter lugar -, a eutanásia continuará a ser um crime previsto, e punido, pelo nosso Código Penal”, assegurou Pedro Bacelar de Vasconcelos, deputado do PS, ao intervir no debate sobre a despenalização da eutanásia que está a decorrer esta tarde no Parlamento. “Quero saudar a coragem e a generosidade dos autores destas propostas de alteração ao Código Penal. Todas elas visam excecionar da criminalização da eutanásia uma situação peculiar: o caso requintadamente cruel e impiedoso em que se acha alguém que sofra de uma doença sem remédio, e ao ser humano que enfrente um sofrimento intolerável e, apesar de perfeitamente lúcido e consciente, se vê contudo impossibilitado para recorrer à solidariedade e à compreensão dos seus semelhantes para se libertar da tragédia de vida”, declarou.
    “Sou subscritor, com muita honra, do projeto apresentado pelos deputados socialistas. Quem se tenha dado ao trabalho de ler as quatro propostas que temos em cima da mesa, reconhecerá, de boa fé, que nenhuma delas cuida de se servir da lei para impôr uma opção de consciência, para promover uma doutrina, uma certa crença religiosa ou qualquer ideologia. Não queremos que o Estado se substitua à consciência de ninguém. Não queremos transferir para a autoridade pública a responsabilidade que recai sobre cada um de nós, pelo nosso próprio destino, pelo sentido que damos à nossa própria vida”, garantiu Bacelar de Vasconcelos.
    “Que cada um retire daqui as conclusões que quiser e que vote em consciência. Dizia Fernando Pessoa, pela mão do seu heterónimo Alberto Caeiro, que o único sentido autêntico das ‘cousas’ é não terem sentido absolutamente nenhum. Acrescento eu, em consonância com o poeta, que o único sentido da vida humana é apenas aquele que cada um de nós, em consciência, lhe quiser atribuir”, concluiu o deputado socialista.

    In: Bacelar de Vasconcelos: “Qualquer que seja o resultado da votação, a eutanásia continuará a ser um crime previsto e punido” – O Jornal Económico


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